2 de jan de 2011

Higiene: tirando a limpo - antimicrobianos

 A idéia de que devemos combater os nossos inimigos mesmo antes de conhecê-los está bem distante das doutrinas da Arte da Guerra.

A associação do poderoso arsenal de produtos antimicrobianos (sabonetes antibacterianos, desinfetantes, antissépticos bucais e outros) e as imposições mercadológicas de que devemos viver em um ambiente isento de microorganismos preocupa a saúde pública e, principalmente, os infectologistas, alergistas e os dermatologistas.

É preciso desmistificar que todas as bactérias fazem mal à saúde! Quando estão em equilíbrio biológico com os demais microorganismos da flora humana e no meio ambiente, a grande maioria destes organismos unicelulares é inofensiva e ainda auxilia na manutenção do nosso bem estar.

Quando se trata da limpeza e cuidados com as crianças a situação piora. Algumas mães, se pudessem, somente deixariam os seus filhos saírem de casa em uma bolha que os isolassem do “mundo pesticioso”. O excesso de zelo na hora do banho utilizando o sabonete antibacteriano, que muitas vezes tem característica alcalina, pode ocasionar irritações na pele e alergias. 

O uso indiscriminado dos antimicrobianos pode levar também à resistência bacteriana, mal funcionamento do sistema imune ou um sistema imaturo e doenças oportunistas, quando há um desequilíbrio da flora. Estas substâncias devem ser usadas somente sob orientação médica e em casos específicos (acne, pré e pós-operatório, infecções e regulação da microbiota humana; p. ex.).

Então, quando não houver indicação de um profissional da saúde, devemos deixar a NEURA da limpeza de lado e nos cuidar diariamente com o tradicional água e sabão. A higiene passa pelo bom senso e pela educação!

Autor: João Emanuel 

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